A partir do momento em que me confesso estou livre dos pecados
cometidos e confessados?
SIM! Que maravilha! Lembre-se do
que Jesus disse à mulher que foi apanhada em adultério “Mulher, onde estão os
que te acusavam? Ninguém te condenou? Ela respondeu: Ninguém, Senhor. Nem
tampouco eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.” (Jo 8,10-11).
Deus esquece os nossos pecados,
pois nos perdoou. Perdoar significa que ele não vai nos cobrar esta dívida
nunca mais. Agora as conseqüências deste pecado permanecem: Se eu destruísse o
seu carro, e depois me arrependesse e confessasse, eu seria perdoado, mas o seu
carro continuará quebrado, exceto nas poucas vezes em que Deus, na sua bondade
(para aumentar a nossa fé Nele), faz um milagre. Então, se não contarmos com a
hipótese do milagre como a nossa única segurança, ainda será preciso que eu
faça uma satisfação, ou compensação deste dano causado a você.
Se eu me recusar a reparar o dano
que causei, quer dizer que na verdade não me arrependi. Por exemplo, se eu
destruí o seu carro, tenho a obrigação de comprar um carro novo para você, para
que a justiça se cumpra. Ou seja: Os seus pecados foram perdoados, e você está
livre deles, mas não está livre das conseqüências do pecado, e deve desejar
saná-las ao limite máximo possível para satisfazer a Justiça de Deus.
E olhe que estamos falando da
justiça dos homens a respeito da perda de um carro! A justiça pela perda de um
carro se paga com um carro. E qual será a compensação que a Justiça de Deus irá
pedir pela perda de uma alma? É por isto que se faz penitência, para compensar
a Justiça Divina pelos nossos pecados.
Por isso o verdadeiro perdão
consiste em poder dizer: “Pai, no dia do juízo deste pobre coitado que me
ofendeu, não quero que tu cobres dele as maldades que me fez, pois não quero
ser eu o responsável pela condenação dele, pobrezinho! Se ele depender do
perdão das faltas que ele cometeu contra mim para ir para o céu, por mim, pode
ir!”
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