ATÉ CRIANÇAS ERAM QUEIMADAS
PELOS
PROTESTANTES
No ano 1670, na Suécia, houve um
processo deplorável: Como conseqüência das declarações, arrancadas pelas
interrogações feitas pelos teólogos protestantes, foram queimadas 70 mulheres,
açoitadas mais 56, queimadas 15 crianças que já tinham chegado aos 16 anos e
outras 40 foram açoitadas (18).
Na Alemanha protestante, o poder
civil condenou Anna Maria Schwugelin. Foi decapitada como bruxa em 1759.
No dia 18 de junho de 1782, o
governo protestante ainda decapitou uma bruxa na Suíça (19).
Agora os protestantes têem aqui
reunidos, grande parte dos números de mortes, nomes e documentos, para a
própria cruel “inquisição” de seus tribunais, que tanto omitem. E isso não é
tudo.
Atacado por um diabólico ódio
racial, Lutero antes de sua morte, lançou o panfleto “Contra os judeus e as
suas mentiras.” onde pregava aos alemães, toda sorte de desumanidade contra os judeus,
culminando no holocausto nazista. Esta obra, está reproduzida na “História do
anti-semitismo”, de Leon Poliakov.
Dia 6 de maio de 1527, quando
saquearam Roma, cerca de quarenta mil homens espalharam na Cidade Eterna o
terror, a violência e a morte. Eram seis mil espanhóis, quatorze mil italianos
e vinte mil alemães, quase todos luteranos, esses últimos, indivíduos
perversos, gananciosos, desprovidos de qualquer escrúpulo. Gritavam: ”Viva
Lutero, nosso papa!!!” Ávidos, incansáveis na busca das riquezas, dos despojos
do inimigo, os lanquenetes luteranos e os outros invasores assaltaram,
estupraram, saquearam, incendiaram, trucidaram, arrebentaram as suas vítimas,
jogaram crianças pelas janelas ou as esmagaram contra as paredes. Grande parte
da população foi dizimada. Conforme disse Maurice Andrieux, esse ataque a Roma
"superou em atrocidade todas as tragédias da História", até mesmo a
destruição de Jerusalém e a tomada de Constantinopla.
Todo esse genocídio com requintes
de crueldade, parece encontrar doce justificativa nas palavras de Lutero, pai
do protestantismo do “somente a fé”:
“... Seja um pecador e peque
fortemente, mas creia e se alegre em Cristo mais fortemente ainda...Se estamos
aqui (neste mundo) devemos pecar...Pecado algum nos separará do Cordeiro, mesmo
praticando fornicação e assassinatos milhares de vezes ao dia”. (Carta a
Melanchthon, 1 de agosto de 1521 (American Edition, Luther's Works, vol. 48,
pp. 281-82, editado por H. Lehmann, Fortress, 1963).
Esta "fé", de Lutero,
apesar de dirigida pela vontade, é um simples ato do intelecto. Apesar de
necessária à salvação, não é suficiente. Tiago diz que até mesmo os demônios
têm esta fé (Tg 2,19). É por este motivo que ele diz: "Vedes como o homem
é justificado pelas obras e não somente pela fé?" (Tg 2,24). Infelizmente,
Lutero designou esta carta do Apóstolo de [i/"Carta de Palha". Ele
não entendeu o que Tiago esta querendo dizer (sobre a fé de Abraão): "Vês
como a fé cooperava com as suas obras e era completada por elas" (Tg
2,22). Sob o erro do pai do protestantismo, as seitas evangélicas ainda hoje,
pregam que seus seguidores já estão “salvos”, só porque simplesmente “crêem” em
Jesus. Se assim fosse, iriam
encontrar Lúcifer no céu.
Bibliografia:
1. Gerald B. Gardner, Ursprung und Wirklichkeít
der Hexen, Weilheim, 1965, pp. 30s.
2. F. Morrow, no prólogo e Montagne Summers,
The history of wttchcraft and
demonology, 2a ed., Nova Iorque,
1956.
3. Citado por Merzbacher, Die Hexenprozesse in
Franken, Munique, 1975, p. 43.
4. Kurt Baschwitz, Hexen und Hexenprozesse. Die
Geschichte eines Massenwalms und Bekampfung, Munique, 1963; uso a tradução de
Ana Grossman, Brujas y proceso de brujeria, Barcelona, Luiz de Caralt, 1968, p.
261.
5. Cf. Wilhelm Gottieb Soldan, Geschichte der
Hexenprozesse aus der Quellen dargestellt, Stutgard, 1843; 2º edição revisasda:
Soldan-Ludwig Julius Heppe, Geschichte der Hexenprozesse, 2 vols. Stuttgard,
1880; 3º edição revisada: Soldan –Heppe-Max Bauer, com o mesmo título, Munique,
1012, tomo I, p. 530.
6. Idem, Soldan –Heppe-Max Bauer,
ibidem, p. 251.
7. Na tese doutoral de G. Bader,
Die Hexenprozesse in der Schweiz, Zurique, 1945, p. 219.
8. Fritz Byloff, "Hexenglaube und
Hexenverfolgung in der õsterreichischen Alpenlander" in Quellen zur
deutschen Volkskunde, 1934, caderno 6, p. 159.
9. C. L. Ewen, Witccraft and demonianism,
Londres, Muller, 1970; Witch hunting witch trial, Londres, 1062; Nova Iorque,
Harper, 1971.t.
10. Ramiro A. Calle, La magia
negra y el ocultismo (técnicas para el conocimento de si mismo y de los demás),
Barcelona, Cedel, 1968, p. 271s.
11. Cf. Ronald Seth, Children against witches,
Londres, Robert Hale, 1969, p. 14; Davies, Four centuries…, op. cit.
12. Mair, La brujería..., op.
cif, p. 216.
13. Fox, Science..., op. cit., p.
25; sobre a Bruxaria na Inglaterra, Peter Haining, A circie of witches - An
anthology of victorian witchcraft stories, Londres, Robert Hale, 1971; idem,
The anatomy o f witchcraft, Londres, Souvenir, 1972; tradução de René Cárdenas
Barrios, La anatomia de Ia brujería, México, Diana, 1976.
14. The body of liberties é reproduzido por
William Witmore (ed.), The Colonial Laws of Massachusetts. Reprinted from the
edition of 1660, with suplements to 1672. Containing also the Body of Liberties
of 1641, Boston, City Council, 1889.
15. Ibidem, Liberty, 94, Capital Lawa, p. 55.
16. Cf. Winfield S. Nevins, Witchcraft in Salem
Village in 1692, Salem-Massachusetts, Salem-Press, 1916, pp. 29s.
17. Thomas Hutchinson, History of the Colony of
Massachusetts Bay, Londres, Thomas and John Fleet, 1764, p. 187; William F.
Poole, "Witchcraft in Boston" in Justin Windsor (ed.), Memorial
history of Boston, Boston, Tickner, 1881, tomo 2, p. 130.
18. B. Bekker, De betoverde wereld, Amsterdã,
p. 576-587; trad.: Le monde enchaté, 6 vols. Paris, 1964.
19. Mair, La brujería..., op.
cif, p. 216.
Faça Seu Comentário AQUI abaixo!