Não matei, não roubei, não fiz mal a ninguém. Porque me confessar?
Existem dez mandamentos, e não
apenas três. Devemos examinar as nossas consciências e as nossas memórias para
verificar se os atos que cometemos são certos ou errados.
Por exemplo, você não gosta que
falem mal de você pelas suas costas, portanto, você considera isso algo errado
de se fazer. Se você tem feito isso, significa que faz algo que considera
errado, e isto é pecado.
A lei de Deus está gravada no
coração de todo homem, fazendo a nossa consciência detestar o pecado, ao menos
quando são os outros que pecam contra nós, e amar o bem, ao menos quando são os
outros que o fazem a nós.
Ora, se eu quero que não me façam
o mal e que me façam o bem, é uma maldade muito grande e uma hipocrisia da
minha parte querer que, no meu agir para com os outros, esta lei não valha
(porque o outro espera exatamente o mesmo de você). Ou seja: O que causa o
pecado é o egoísmo de querer que só os outros façam o bem para você e que não
façam o mal, e o orgulho de não respeitá-los nos mesmos limites em que se exige
o respeito.
Portanto: Se você examinar a sua
vida com um pouco de sinceridade, será fácil perceber inúmeras imperfeições,
atos diários de desamor que cometemos, pequenos orgulhos que geram pecados. E
um amontoado de pequenos pecados pode ser mais grave do que um único pecado
grave. Uma lixa é uma folha de papel com inúmeras pequenas imperfeições, mas
faz um estrago muito maior do que uma folha que tenha uma única imperfeição
maior bem ao seu centro.
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