Se a pessoa acha que não tem pecado, precisa confessar?
Se a pessoa acha que não está
suja, precisa tomar banho? Se ela estiver realmente suja, claro que sim. E olha
que é chato ter que conviver com uma pessoa que não toma banho (às vezes até
cheira mal) e acha que não precisa de banho.
Se eu roubasse de você todo o seu
salário e achasse que isso não é pecado, precisaria devolver, ou poderia ficar
comigo? Quando são os outros que pecam contra nós, somos os primeiros a
reclamar “injustiça!”. Quando somos nós que pecamos contra os outros, somos os
últimos a declarar “culpado!”.
Quem “acha” se nós temos pecado
ou não, é Deus e não nós mesmos. É ele que nos diz o que é certo e o que é
errado. Se aos homens fosse dado o direito de decidir o que é certo e o que é
errado, isto justificaria qualquer ato: Eu poderia matar a você por ter feito
esta pergunta, e se achasse que isto não é pecado, Deus não me condenaria.
Ora, isto também significa que
qualquer um teria o direito de matar, roubar, estuprar, enganar no troco e não
precisaria pagar por isto, desde que achasse que não tem pecado. O mundo seria
uma loucura (um inferno, para bem dizer). “Se dizemos que não temos pecado,
enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Mas se confessamos os
nossos pecados, Deus aí está, fiel e justo para nos perdoar os pecados e para
nos purificar de toda maldade” (I Jo 1,8-9).
Se examinarmos constantemente a
nossa memória, e compararmos os nossos atos com a Lei de Deus, logo saberemos
se temos pecado ou não. Agora, se amortecemos a nossa consciência e buscamos
nos esquecer das maldades que cometemos, fazemos isto na esperança de que Deus
também “esqueça” e acabe deixando a gente entrar no céu por engano. Pois engano
maior é achar que Deus pode ser trapaceado.
Deus quer que você vá para o céu,
mas as ofensas que foram cometidas por você devem ser remediadas, pela
confissão e pelo perdão que ele quer dar, ou pela sua condenação eterna.
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