A ORIGEM DAS INDULGÊNCIAS
O uso das indulgências teve sua
origem já nos primórdios da Igreja. Desde os primeiros tempos ela usou o seu
poder de remir a pena temporal dos pecadores. Sabemos que na Igreja antiga dos
primeiros séculos, a absolvisão dos pecados só era dada aos penitentes que se
acusassem dos próprios pecados e se submetessem a uma pesada penitência
pública; por exemplo, jejum de quarenta dias até o pôr do sol, trajando-se com
sacos e usando o silício, autoflagelação, retirada para um convento, vagar
pelos campos vivendo de esmolas, etc., além de ser privado da participação na
Liturgia eucarística e na vida comunitária. Isto era devido ao “horror” que se
tinha do pecado e do escândalo. Aquele que blasfemasse o nome de Deus, da
Virgem Maria, ou dos santos, ficava na porta da igreja, sem poder entrar, sete
domingos durante a missa paroquial, e, no último domingo ficava no mesmo lugar
sem capa e descalço; e nas sete sextas- feiras precedentes jejuava a pão e
água, sem poder neste período entrar na igreja. Aquele que rogasse uma praga
aos pais, devia jejuar quarenta dias a pão e água.
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